Quem nunca teve um acesso de romantismo e pensou em apelidos “carinhosos” para receber e também atribuir para a pessoa amada que atire a primeira pétala, que dizer... pedra. Confesso que hoje já não passo muito por essas crises sentimentais, coisa do tempo, algumas decepções aqui e ali e o realismo acaba tomando conta de tudo, muitas vezes até cedendo um breve espaço para o pessimismo!
Mas num flerte aqui, outro lá, eis que leio numa deliciosa troca de mensagens o “minha garota”. E... caramba! Que sensação gostosa! Primeiro por conta do pronome possessivo, que eu a-do-ro! Sem perceber sempre os emprego constantemente e, sim, gosto de me apossar de tudo! Gosto de dizer que é meu! Mas... de repente, ser algo de alguém foi tão mais importante. É tão bom quando o outro se apodera. É como um abraço apertado, um calor gostoso, uma sensação de proteção. Segundo, porque, sendo novamente realista, estou longe da “garota”, mas puxa... eu me senti assim. Não que me sinta velha, que a idade me preocupe, nada disso... estou muito bem comigo mesma e a maturidade que tenho hoje, mas me vi como uma adolescente e as intensidades dessa fase... apaixonada, enlouquecida, dramática!
Como algo tão simples, bobo até, que deve ter passado despercebido por quem escreveu, conseguiu mexer tanto comigo?! Talvez fosse meu desejo agora, e também de longa data, ser a garota de alguém... Ter alguém que se apoderasse de mim, que exercesse algum tipo de domínio... meio que 50 tons?!!! Sem todas aquelas extravagâncias desnecessárias, mas sim... exatamente isso... posse... dominação.
Bem, pelo visto, apelidos carinhosos (ou não) podem enfim revelar alguns desejos perdidos no íntimo de cada um... Eu não trocaria o “minha garota” por nenhum outro, é exatamente perfeito! E só de escrevê-lo, algumas coisas em mim despertam por aqui, imagine então quando ouvi-lo, bem no pé do ouvido... entre um abraço forte e um beijo inebriante... Uau!!!


