domingo, 15 de março de 2015

Odeio que você seja só uma lembrança...

Eu odeio estar aqui, em plena noite de sábado, refugiada no banho, deixando as lágrimas correrem com a água e toda essa dor que sua falta ma traz. Eu odeio que você tenha me abalado tanto! Odeio como todas as pessoas agora parecem sem graça e a mania que tenho de procurar seu rosto por aí. Odeio notar traços seus em alguém... ou alguma outra coincidência, porque eu deixo de enxergar o resto, numa fixação louca de algo de você. Odeio querer ouvir sua voz, melodicamente no mesmo tom sempre. Odeio... e muito, essa vontade de mirar seus olhos pequenos, tão cheios de vida, segredos, anseios... Eu odeio que você seja esse homem incrível... Sabe, eu não conheci muitos “homens”, na verdade, nunca encontrei alguém que fosse uma pontinha do que você é! Odeio que você seja meu ponto de comparação, é injusto demais! Sei que, passe o tempo que passar, ninguém irá te superar, o pódio é seu! Odeio que você tenha me proporcionado tanta felicidade nas coisas mais simples. Odeio o fato de que você estava sempre lá, e agora, ainda que eu esteja no nosso lugar todas as manhãs, a calçada está vazia. Odeio me sentar ali sem você e levantar meus olhos molhados de lágrimas para as árvores que permaneceram, intocáveis, assim como esse amor que mora em mim. Odeio me jogar na cama com suas fotos antigas nas mãos e as recentes na tela do celular. Odeio a mania ridícula e clichê de conversar com suas imagens como se um dia você fosse sair dali e me responder. Sabe... você tem o pulso mais lindo que já vi, e odeio ter desenvolvido o fetiche de observar pulsos... o seu é imbatível! Odeio todas essas boas lembranças, sem que exista ao menos uma ruim pra que eu me agarre e sinta raiva de você! Odeio que tudo tenha sido tão bom... odeio sua perfeição! Odeio não ter uma carta sua, adoro letras! E ainda que não a tenha no papel, ela está bem nítida em minha memória. Odeio essa vontade doída de te abraçar e acho que se um dia isso acontecesse, eu morreria dentro dos seus braços, por medo de me afastar e ver você indo embora outra vez. Odeio ter sentido seus lábios nos meus uma última vez... ainda que eu passasse a vida escrevendo, não seria capaz de externar o quanto aquele momento foi especial pra mim, como o mundo parou e o relógio voltou no tempo... em quando ainda podíamos nos dar todos os beijos que quiséssemos. Odeio querer muitos outros beijos teus... até que essa vida termine! Odeio as orquídeas que estão ali fora, floridas, tão vibrantes... acho que você adoraria! Odeio meus queridos peixes... eles ainda estão aqui porque como você disse, o segredo é não matá-los de tanto comer. Eles sabem de tudo, conversamos muito... bom, na verdade eu falo, enquanto eles ficam com esses olhinhos negros me observando. Odeio o fato de não nos falarmos mais... e odeio saber que isso nunca deveria ter acontecido. Odeio não ser dessas loucas que fazem escândalos em busca de atenção... eu nunca faria algo que lhe causasse mal. Odeio como esse nó se apodera da minha garganta, e essa vontade de lhe dizer tudo que sinto me tira do eixo. Odeio estar aqui escrevendo todas essas coisas, odeio esse amor, odeio te amar!  

Daqui a 50 anos eu ainda vou lembrar seu nome, e como você me fez ser tão feliz... 

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