Te amar foi tentativa de
suicídio! Como me jogar de um precipício sabendo dos riscos e, ainda assim,
saltando com “a cara, coragem e o coração”. Eu quis ser especial pra você, eu
quis que você também me amasse. Coloquei em suas mãos um coração em que a cola
acabara de secar e colar os cacos, com algumas cicatrizes, mas inteiro
novamente e pra você! Também coloquei você em meus dias ocupando posição de
destaque, rei soberano! Eu te dei tudo o que tinha de mais precioso: meu amor
há tanto guardado, sem medir as consequências, sem pensar nos riscos... eu
simplesmente te amei. Acontece que você não quis meu amor... acontece que você
tinha sonhos e eu não estava neles. Então você fez a sua escolha, e de acordo
com ela eu fui obrigada a fazer as minhas. A dor que a sua ausência me causou
tornou-me outra pessoa. Eu aprendi a pensar e a dominar a até então para mim
desconhecida arte de controlar sentimentos. É... você me tornou racional!
Oras! Não venha agora me pedir
o que você matou em mim, não venha querer o amor que você recusou. Não deseje a
outra, pois ela não foi suficiente pra você! Não aja como se as coisas fossem
como um dia já foram. Sinto muito, não há volta! Se pra você foi tudo muito
fácil, não me envergonho em dizer que para mim não foi. Não pense que eu vá fazer
a loucura de entregar em suas mãos inexperientes um coração novamente inteiro.
Não queira ocupar um espaço que foi totalmente seu, e do qual você se ausentou
por vontade própria. Não quero novos riscos, não quero “tentar outra vez”, não
quero sentir de novo um amor que você não está pronto para receber. Eu não
quero e não vou! Ainda que algumas vezes meu coração derrape, e eu precise
parar para voltar à estrada, para seguir o caminho que eu defini... eu irei
parar quantas vezes forem necessárias, mas não vou errar outra vez!
Sobre nós, outra vez... é
tarde!

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