E
o que eu posso dizer sobre nós? Na verdade, eu não poderia ou deveria dizer
nada, mas já passei da fase de obedecer regras. Então, eu grito pra quem quiser
ouvir que sim... eu te amo! Cada parte do meu corpo deseja você, cada batida do
meu coração diz o seu nome, cada inspiração e expiração é por você. Eu posso
dizer que a cada manhã em que abro meus olhos, você é o primeiro pensamento que
me vem à mente, e na maioria das vezes, sem nem perceber, lá estou eu com o
celular na mão, lendo nossas conversas e mais uma vez voltando no tempo. De
repente é isso que tem me mantido viva.
Também
posso dizer que passo o dia esperando por você, por uma palavra, por um sinal.
Que quando assoprei as velas do bolo esse ano, meu pedido foi você, e que o “parabéns”
mais especial seria o seu, e eu o esperei até o último minuto do dia, que doeu
perceber que não viria e que então... eu chorei! Aliás, tenho chorado e, pode
parecer estranho, mas tem sido tão bom, depois de um tempo eu enfim consegui
sentir algo. Na verdade, senti tanta coisa depois de você e isso me dá medo e
me deixa perdida. Não sei o que fazer, ou talvez saiba mas me recuse a colocar
em prática, já que implicaria em esquecer isso tudo, em calar de novo as
emoções e, de repente é tão bom sentir!
Se
eu pudesse, além disso tudo, eu também diria “fica comigo?”, e que dessa vez
fosse para sempre. Eu não faço ideia de como seria a realidade, mas muitas
vezes tenho me permitido sonhar, ainda que saiba que meus sonhos não passarão
disso. Já me vi cozinhando enquanto ali, sentado, você me contava sobre seu
dia. Já te vi assistindo futebol (sou mulherzinha mas adoro!) e implicando
comigo porque não paro de comentar, de brigar com os jogadores, técnicos,
juízes e até a torcida. E numa dessas em que eu pulo do sofá e chuto a bola
imaginária para o gol (sim, eu faço isso!), você me pega pela cintura e então
vamos pro nosso jogo, ali no sofá! Já imaginei nossas manhãs com cheirinho de
café, nossos domingos preguiçosos, beijos de “bom dia, bom trabalho e eu te
amo”, e os mesmos beijos ao nos reencontramos (nossa... como eu sentiria
saudade). Criei mensagens que eu lhe enviaria às vezes, durante o dia (adoro as
mais provocantes!). Pensei nas nossas viagens... praia com caminhada ao por do
sol de mãos dadas, serra com aqueles hotéis charmosos e tão inspiradores! É...
parece que eu planejei tudo e... nossa... escrevendo isso agora, me dá um aperto
no coração, um vazio tão grande, uma vontade louca de estar em seus braços e
uma dor profunda em saber que isso pode nunca acontecer.
Me
sinto parada numa encruzilhada em que tantos caminhos se abrem e eu não sei por
onde seguir. Continuar na mesma estrada em que nada faz sentido, é tudo sempre
igual e de uma forma que tem me sufocado? Mudar pro desconhecido, em que tudo é
novo e sem previsão do que pode acontecer? Esperar??? Esperar que você venha,
segure minha mão pra trilharmos um caminho nosso (ah, como eu queria!) e que
também é imprevisível, mas que me dá uma certeza tão grande de felicidade. Sei
que construí essa ideia sobre algo tão... talvez ilusório, abstrato... sobre
uma lembrança boba que sobreviveu ao passar do tempo. É que no fundo, eu nunca
deixei de desejar isso, nem por um dia! O que eu posso dizer novamente é que é
amor... sempre foi e sempre será! E... eu não sei o que fazer com ele, eu não
faço ideia de quais são as possibilidades, as nossas possibilidades... então,
se você souber, eu estou no mesmo ponto da estrada, mande um sinal okay?

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