sábado, 15 de março de 2014

Nunca é tarde...

Eu sei, isso é uma loucura absurda! Meus amigos, que realmente me conhecem, vão jurar que eu não escrevi isso, que invadiram meu blog e publicaram algo totalmente contrário às minhas convicções. Mas... acreditem... eu escrevi!!! Juro! Eles também sabem que eu não minto...
Nunca me liguei em convenções e rituais desses criados pelos homens e tidos como obrigatórios por grande parte da sociedade. Gosto de simplesmente viver, sem ter que seguir regras pré determinadas, que não fazem sentido algum. Com isso, nunca fez parte dos meus sonhos o “casar com vestido branco” e tudo o mais que acompanha o “evento”. O único comentário (meio sarcástico, talvez irônico) que eu já fiz foi de que, se me casasse algum dia (algum muito distante), teria que entrar na igreja ao som de “November Rain”, o que sempre acabou sendo motivo de piada entre os amigos. Vestidos de noiva não me despertavam a atenção, nunca havia parado pra pensar em como seria, ou como eu gostaria que fosse o “meu casamento” (que medo de escrever isso, demorei minutos eternos com os dedos sobre as teclas procurando outra palavra... não achei!). Até que... no último sábado, voltando pra casa depois de uma tarde longa de trabalho, parei no semáforo e observei a cena que se desenrolava do outro lado da avenida. Uma jovem lindíssima estava a poucos minutos de atravessar a porta rumo ao “sim”. Seu rosto todo sorria, os olhos faiscavam... era possível sentir sua alegria a vibrar pelo mundo afora. O sinal abriu e eu segui... o caminho embaçado pelas lágrimas que caiam dos meus olhos e molhavam um sorriso estampado em meus lábios. Eu! Que nunca fui dessas que choram em casamentos, estava emocionada com uma noiva (linda e extremamente feliz) na porta de uma igreja?!!!

Bem... o que eu sei é que, esse fato tão comum, mexeu comigo. E muito! De repente me peguei imaginando como gostaria que fosse meu vestido (affff, “MEU”!), branco, é claro, nada de babados ou rendas, liso como a superfície calma de um lago... tão lindo! Mais de repente ainda eu estava lá, no lugar daquela jovem, aguardando a porta se abrir. O mundo não existia, meu coração era o único som que eu ouvia, seu descompasso que palpitava por todo meu corpo. E então era hora... as duas portas davam lugar ao corredor que me levava até ele. E quando eu levantava os olhos, o via de pé ali, esperando (dificílimo colocá-lo dentro do terno... muito trabalho pra minha imaginação!), os mesmos cabelos bagunçados onde eu adorava emaranhar meus dedos, aquele sorriso meio de lado, acompanhado pelos olhos quase se fechando... Não sei se tocava November Rain, eu não conseguia ouvir nada além do meu coração batendo de amor por ele. Eu também não via os convidados, as amigas queridas que, com certeza, acenavam enlouquecidas para mim... meus olhos não conseguiam se desviar dele. Nesse momento, precisava usar de todo o meu controle para não sair correndo e me jogar em seus braços! Os passos... as pernas tremendo... eu via a nossa história se passando rapidamente em flashes pela minha memória... o primeiro beijo no carro, e depois... bem... melhor ficar só com o “depois”, o jeito dele, sempre tão carinhoso, atencioso, a forma como não tinha que fazer nada para me deixar louca! Era tudo o que eu precisava... e nunca tive! E então, o último passo, a mão dele já estava em mim, apertando minha cintura (eu já queria abrir cada botão daquela camisa que minha imaginação custou tanto pra abotoar, agarrar seus cabelos, me enroscar em seu corpo), nossos olhos se encontravam, seu sorriso me fazia explodir de tanto amor! E daí, antes de tudo, sua boca beijava meu rosto e sussurrava em meu ouvido o que ele sabia que me deixava ainda mais louca, só pra me provocar... “gostosa”... (a respiração propositalmente forte e quente). Meu corpo se contraía e eu pensava... “será que ainda vai demorar?!!!”

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