Eu
sei, isso é uma loucura absurda! Meus amigos, que realmente me conhecem, vão
jurar que eu não escrevi isso, que invadiram meu blog e publicaram algo
totalmente contrário às minhas convicções. Mas... acreditem... eu escrevi!!! Juro!
Eles também sabem que eu não minto...
Nunca
me liguei em convenções e rituais desses criados pelos homens e tidos como
obrigatórios por grande parte da sociedade. Gosto de simplesmente viver, sem
ter que seguir regras pré determinadas, que não fazem sentido algum. Com isso,
nunca fez parte dos meus sonhos o “casar com vestido branco” e tudo o mais que
acompanha o “evento”. O único comentário (meio sarcástico, talvez irônico) que
eu já fiz foi de que, se me casasse algum dia (algum muito distante), teria que
entrar na igreja ao som de “November Rain”, o que sempre acabou sendo motivo de
piada entre os amigos. Vestidos de noiva não me despertavam a atenção, nunca havia parado pra pensar em como seria, ou como eu gostaria que fosse o “meu
casamento” (que medo de escrever isso, demorei minutos eternos com os dedos
sobre as teclas procurando outra palavra... não achei!). Até que... no último
sábado, voltando pra casa depois de uma tarde longa de trabalho, parei no
semáforo e observei a cena que se desenrolava do outro lado da avenida. Uma jovem
lindíssima estava a poucos minutos de atravessar a porta rumo ao “sim”. Seu rosto
todo sorria, os olhos faiscavam... era possível sentir sua alegria a vibrar
pelo mundo afora. O sinal abriu e eu segui... o caminho embaçado pelas lágrimas
que caiam dos meus olhos e molhavam um sorriso estampado em meus lábios. Eu! Que
nunca fui dessas que choram em casamentos, estava emocionada com uma noiva
(linda e extremamente feliz) na porta de uma igreja?!!!
Bem...
o que eu sei é que, esse fato tão comum, mexeu comigo. E muito! De repente me
peguei imaginando como gostaria que fosse meu vestido (affff, “MEU”!), branco,
é claro, nada de babados ou rendas, liso como a superfície calma de um lago...
tão lindo! Mais de repente ainda eu estava lá, no lugar daquela jovem,
aguardando a porta se abrir. O mundo não existia, meu coração era o único som
que eu ouvia, seu descompasso que palpitava por todo meu corpo. E então era
hora... as duas portas davam lugar ao corredor que me levava até ele. E quando
eu levantava os olhos, o via de pé ali, esperando (dificílimo colocá-lo dentro
do terno... muito trabalho pra minha imaginação!), os mesmos cabelos bagunçados
onde eu adorava emaranhar meus dedos, aquele sorriso meio de lado, acompanhado
pelos olhos quase se fechando... Não sei se tocava November Rain, eu não
conseguia ouvir nada além do meu coração batendo de amor por ele. Eu também não
via os convidados, as amigas queridas que, com certeza, acenavam enlouquecidas
para mim... meus olhos não conseguiam se desviar dele. Nesse momento, precisava
usar de todo o meu controle para não sair correndo e me jogar em seus braços! Os
passos... as pernas tremendo... eu via a nossa história se passando rapidamente
em flashes pela minha memória... o primeiro beijo no carro, e depois... bem...
melhor ficar só com o “depois”, o jeito dele, sempre tão carinhoso, atencioso,
a forma como não tinha que fazer nada para me deixar louca! Era tudo o que eu
precisava... e nunca tive! E então, o último passo, a mão dele já estava em mim,
apertando minha cintura (eu já queria abrir cada botão daquela camisa que minha
imaginação custou tanto pra abotoar, agarrar seus cabelos, me enroscar em seu
corpo), nossos olhos se encontravam, seu sorriso me fazia explodir de tanto
amor! E daí, antes de tudo, sua boca beijava meu rosto e sussurrava em meu
ouvido o que ele sabia que me deixava ainda mais louca, só pra me provocar... “gostosa”...
(a respiração propositalmente forte e quente). Meu corpo se contraía e eu
pensava... “será que ainda vai demorar?!!!”

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